Polilaminina E Lesão Medular: Estudo Fase 1 SÓ Avalia Segurança! Sem Cura Comprovada. JULIO PEREIRA NEUROCIRURGIÃO

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O estudo atual de polilaminina para lesão medular, autorizado pela Anvisa em janeiro de 2026, é fase 1 puro: recruta apenas cinco pacientes para testar segurança e tolerância à dosagem, sem qualquer avaliação de se o tratamento funciona. Isso significa monitorar efeitos colaterais como inflamação local ou reações imunológicas após injeção intraparenquimatosa, não medir recuperação motora ou regeneração neural.

Ausência Total de Cura Comprovada em Humanos

Sem cura comprovada: os únicos dados humanos vêm de um piloto não randomizado com oito pacientes agudos (pré-print medRxiv 2024), onde sobreviventes mostraram ganhos motores parciais – mas sem grupo controle para isolar o efeito da polilaminina de fisioterapia intensiva ou evolução espontânea (~15% em lesões completas). Dois óbitos ocorreram por gravidade basal da lesão, não pela droga, destacando riscos inerentes sem validação real.

Hype Midiático Ignora Limitações Científicas

Euforia nas redes exagera resultados pré-clínicos em ratos (regeneração axonal, 2010), mas tradução para humanos falha em 90% dos casos neurotraumáticos devido a cicatrizes gliais e microambientes distintos. Três mortes recentes em testes experimentais (sem causalidade direta) reforçam cautela, especialmente para lesões crônicas nunca testadas.

Neurocirurgiões Alertam: Paciência, Não Precipitação

Sem fase II/III randomizada, polilaminina é experimental. Judicialização para acesso compassivo arrisca vidas sem benefício estatístico comprovado, desviando recursos de reabilitação validada. Ciência respeita etapas – fase 1 é só o começo, não o fim.