Personalizar preferências de consentimento

Utilizamos cookies para ajudar você a navegar com eficiência e executar certas funções. Você encontrará informações detalhadas sobre todos os cookies sob cada categoria de consentimento abaixo.

Os cookies que são classificados com a marcação “Necessário” são armazenados em seu navegador, pois são essenciais para possibilitar o uso de funcionalidades básicas do site.... 

Sempre ativo

Os cookies necessários são cruciais para as funções básicas do site e o site não funcionará como pretendido sem eles. Esses cookies não armazenam nenhum dado pessoalmente identificável.

Bem, cookies para exibir.

Cookies funcionais ajudam a executar certas funcionalidades, como compartilhar o conteúdo do site em plataformas de mídia social, coletar feedbacks e outros recursos de terceiros.

Bem, cookies para exibir.

Cookies analíticos são usados para entender como os visitantes interagem com o site. Esses cookies ajudam a fornecer informações sobre métricas o número de visitantes, taxa de rejeição, fonte de tráfego, etc.

Bem, cookies para exibir.

Os cookies de desempenho são usados para entender e analisar os principais índices de desempenho do site, o que ajuda a oferecer uma melhor experiência do usuário para os visitantes.

Bem, cookies para exibir.

Os cookies de anúncios são usados para entregar aos visitantes anúncios personalizados com base nas páginas que visitaram antes e analisar a eficácia da campanha publicitária.

Bem, cookies para exibir.

O futuro da interface humano-máquina ( pesquisas em andamento)

Compartilhe ►

Como médico, tenho acompanhado de perto os avanços tecnológicos na área e é fascinante ver como a interface humano-máquina tem evoluído nos últimos anos. Uma das tecnologias mais promissoras nesse campo é o implante cerebral, que pode revolucionar a maneira como os seres humanos interagem com o mundo. Ainda esta longe de ser uma atividade do dia-dia do neurocirurgião mas as pesquisas são animadoras.

O implante cerebral é um dispositivo médico que é colocado diretamente no cérebro de um indivíduo para monitorar ou controlar as atividades cerebrais. Essa tecnologia tem sido desenvolvida para permitir que as pessoas com deficiências físicas possam controlar dispositivos eletrônicos, como computadores, próteses ou mesmo uma cadeira de rodas, usando apenas seus pensamentos.

O funcionamento da interface humano-máquina por meio do implante cerebral ocorre por meio da detecção dos sinais elétricos emitidos pelo cérebro. Para isso, o implante cerebral possui eletrodos que são capazes de captar esses sinais gerados pelos neurônios e transformá-los em comandos compreensíveis para o dispositivo eletrônico. É importante destacar que essa tecnologia ainda está em fase de desenvolvimento e que ainda há muitos desafios a serem superados.

Os implantes cerebrais podem ser indicados ( no futuro) para pacientes que possuem lesões cerebrais, paralisias ou outras condições que afetam o controle motor do corpo. Essa tecnologia pode proporcionar maior autonomia e qualidade de vida para essas pessoas, permitindo que elas realizem tarefas cotidianas sem depender da ajuda de terceiros. Além disso, o implante cerebral pode ser utilizado para monitorar atividades cerebrais em pacientes com epilepsia ou outras doenças neurológicas.

Apesar dos benefícios hipotéticos, será uma técnica cirúrgica complexa, requer uma equipe médica altamente especializada para a realização do procedimento e diversas liberações de orgãos de saúde.

Em resumo, o implante cerebral é uma tecnologia promissora que pode revolucionar a maneira como os seres humanos interagem com o mundo. Embora ainda esteja em fase de desenvolvimento, essa tecnologia já tem proporcionado avanços significativos para pacientes com deficiências físicas e outras condições neurológicas. Como médico, é gratificante ver como a interface humano-máquina tem evoluído e como essa tecnologia pode melhorar a qualidade de vida de muitas pessoas no futuro.

Referências Bibliográficas:

  1. Hochberg LR, Bacher D, Jarosiewicz B, et al. Reach and grasp by people with tetraplegia using a neurally controlled robotic arm. Nature. 2012;485(7398):372-375. doi:10.1038/nature11076
  2. Gilja V, Chestek CA, Diester I, et al. Challenges and Opportunities for Next-Generation Intracortically Based Neural Prostheses. IEEE Trans Biomed Eng. 2011;58(7):1891-1899. doi:10.1109/TBME.2011.2135859
  3. Yanagisawa T, Hirata M, Saitoh Y, Kato A, Shibuya D, Kamitani Y. Neural decoding using gyral and intrasulcal electrocorticograms. Neuroimage. 2012;61(4):1004-1016. doi:10.1016/j.neuroimage.2012.03.030
  4. Fetz EE, Baker MA. Operant conditioning of cortical unit activity. Science. 1973;180(4087):1338-1340. doi:10.1126/science.180.4087.1338
  5. Widge AS, Ellard KK, Paulk AC, et al. Treating refractory mental illness with closed-loop brain stimulation: Progress towards a patient-specific transdiagnostic approach. Exp Neurol. 2021;335:113507. doi:10.1016/j.expneurol.2020.113507