O estado do Rio de Janeiro tem registrado um aumento preocupante no número de casos de Mpox, acendendo o alerta das autoridades de saúde locais. O monitoramento epidemiológico aponta a necessidade de reforçar a conscientização pública para conter o avanço da doença. A identificação precoce e o isolamento dos pacientes positivados são fundamentais para frear a cadeia de contágio nos municípios fluminenses.
Os sinais e sintomas mais característicos da Mpox começam com febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, calafrios e exaustão, acompanhados pelo inchaço dos gânglios linfáticos (ínguas). Poucos dias após a febre, surgem as lesões na pele, que evoluem de manchas vermelhas para bolhas com líquido e, por fim, crostas. Essas feridas podem aparecer em qualquer parte do corpo, incluindo rosto, palmas das mãos, solas dos pés e regiões genitais.
A transmissão ocorre principalmente por meio do contato direto e prolongado com as lesões de pele, fluidos corporais ou gotículas respiratórias de uma pessoa infectada. O contágio também pode acontecer pelo contato com objetos, tecidos (como roupas de cama ou toalhas) e superfícies que foram contaminados recentemente pelo vírus. O período de transmissibilidade dura até que todas as crostas das feridas caiam e uma nova camada de pele se forme.
A vacina contra a Mpox é uma ferramenta crucial de prevenção, mas o imunizante é direcionado prioritariamente aos grupos de maior risco e vulnerabilidade, conforme as diretrizes do Programa Nacional de Imunizações (PNI). A estratégia vacinal foca em pessoas que tiveram contato direto com casos confirmados (pós-exposição) e em populações com maior chance de exposição grave ao vírus. Além da vacinação, evitar o contato íntimo com indivíduos que apresentem lesões suspeitas e manter a higienização frequente das mãos são medidas essenciais de proteção.