Carnaval de Máscaras… Mas Não Só de Fantasia: O Perigo da Gripe K na Folia
O Carnaval, com suas aglomerações intensas, beijos, abraços e multidões, cria o ambiente perfeito para a disseminação rápida de vírus respiratórios. Neste ano, a chamada gripe K — uma variante do influenza A (H3N2) que já circula no Brasil e em dezenas de países — tem chamado atenção por sua capacidade de se espalhar com mais intensidade. Relatórios recentes da Fiocruz mostram que, embora os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) estejam em queda na maior parte do país, a Região Norte registra aumento expressivo impulsionado exatamente pela influenza A, o que pode se agravar com as festas e o fluxo de turistas.
A “gripe K” não é necessariamente mais grave que outras cepas, mas sua circulação coincide com o período de maior contato próximo entre pessoas, favorecendo surtos locais. Estados como Acre, Amazonas, Roraima e Rondônia já apresentam tendência de crescimento de casos, afetando especialmente idosos, adultos jovens e crianças pequenas (estas últimas também impactadas pelo VSR). O calor, o suor e os ambientes fechados ou semi-fechados durante blocos e bailes facilitam a transmissão por gotículas e contato direto, transformando a folia em um risco silencioso para quem ignora os sinais iniciais da doença.
Especialistas alertam: quem apresenta sintomas como febre, tosse, dor de garganta ou coriza deve priorizar o repouso em casa. Se a folia for inevitável, o uso correto de máscaras de boa qualidade e a escolha de locais bem ventilados são medidas essenciais para reduzir a transmissão. A vacinação contra a influenza continua sendo a principal ferramenta de proteção, especialmente para grupos prioritários, e ainda vale a pena se imunizar antes ou logo após o período festivo para fortalecer a imunidade.